Gestão de contratos bancários

A maioria das empresas não possuem conhecimento dos riscos que seus contratos bancários impõem a continuidade da sua atividade e da manutenção dos seus bens. Essa lógica só aumenta quando estão em crise financeira e alavancadas por dívidas bancárias.

Normalmente, não possuem o devido controle sobre os seus contratos bancários, visto que na sua maioria, em empresas em crise, são firmados em momento de necessidade para organização do fluxo de caixa e pagamento de outros compromissos. Isso gera necessidade de captação de recursos, deixando o empresário de analisar os juros incidentes, a modalidade contratual e a natureza jurídica deste contrato, se uma cessão fiduciária, fiança, penhor, entre outros.

Muitas vezes o empresário somente volta o olhar para o passivo bancário quando não está mais conseguindo honrar seus financiamentos. Contudo, isso já pode representar um alto risco para empresa e sócios, pois dependendo da modalidade do contrato, a impontualidade pode ter como consequência a perda de patrimônio, o bloqueio de recursos que estão garantidos por recebíveis, a execução dos avalistas, entre outros, conforme ressalta a  advogada Gabriele Chimelo Ronconi, coordenadora da área de Governança e Recuperação de Empresas da Scalzilli.fmv Advogados e Vice-Presidente da Comissão de Falências e Recuperação Judicial da OAB/RS. A especialista ainda pondera que é fundamental que as empresas conheçam seus contratos, pois somente assim poderão prever esses riscos e traçar até mesmo um plano de renegociação com as Instituições financeiras, entre outras estratégias que somente poderão ser implementadas se a empresa tiver gestão dos seus contratos bancários.