Recuperação judicial do Grupo Coral é aprovada

Após assembleia, realizada na terça-feira (14), credores do Grupo Coral aprovaram um plano de recuperação judicial de oito empresas das áreas de segurança, alimentação e conservação, que estabelece um calendário para o pagamento de dívidas trabalhistas, com instituições financeiras e fornecedores num prazo até um ano. Aproximadamente 1,8 mil dos 6,6 mil credores participaram da reunião feita no teatro João Alves Queiroz.

As dívidas do grupo giram em torno de R$ 80 milhões. O plano, aprovado por 100% dos credores de garantia real, mais de 94% dos credores trabalhistas e quase 70% dos credores quirografários, prevê que os trabalhadores que tenham verbas salariais de até cinco salários mínimos recebam os atrasados em 30 dias. Os demais trabalhadores vão receber no prazo máximo de um ano.

Os credores com garantia real, por sua vez, vão receber em 24 parcelas. Quirografário, com até R$ 3 mil para receber, deverão esperar até 90 dias. Dívidas acima de R$ 3 mil para esta categoria serão pagas com alienação de Unidades Produtivas Isoladas (UPI), que já ficou autorizado no plano de recuperação judicial. Essa alienação deve ocorrer em 36 meses. Após a venda das UPI, 50% do produto da alienação vai ser rateado entre os credores quirografários até o limite do crédito individual.

A outra metade será destinada aos credores extraconcursais, que são cujo crédito não se sujeita ao processo de recuperação judicial ou cujo crédito seja posterior ao pedido. O Grupo Coral havia solicitado a recuperação no fim do ano passado, para conseguir reequilibrar custos operacionais e garantir a sobrevivência do negócio que atendia por volta de duas mil empresas e gerava sete mil empregos diretos no País.